Política

Com apoio do PCI, projeto Floresta+ Amazônia chega à Barra do Garças com incentivos para produtores

As inscrições seguem até o final de maio na Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico.

Assessoria 

Agricultores familiares de Barra do Garças que mantêm áreas de vegetação nativa preservadas em suas propriedades podem receber incentivos financeiros de até R$ 28 mil. O benefício é viabilizado pelo projeto Floresta+ Amazônia, cujas inscrições estão sendo realizadas na Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico durante todo o mês de maio. Por estar inserida na Amazônia Legal, a região é considerada estratégica para a iniciativa.

Liderado pelo Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), o projeto tem como base a estratégia de Pagamento por Serviços Ambientais (PSA), que remunera produtores rurais pela preservação da vegetação nativa. Recentemente, um mutirão realizado em parceria com o Pacto Produzir, Conservar e Incluir (PCI) de Barra do Garças resultou na inscrição de 90 produtores locais, a maioria residentes nos assentamentos Serra Verde e Passa Vinte.

O projeto é direcionado a pequenos produtores com propriedades de até quatro módulos fiscais. Os valores dos repasses variam entre R$ 1,5 mil e R$ 28 mil, de acordo com o nível de regularização do Cadastro Ambiental Rural (CAR), além de critérios como tamanho da propriedade, localização e área de vegetação preservada, incluindo reserva legal, Áreas de Preservação Permanente (APPs) e remanescentes florestais.

Atualmente, os produtores atendidos cumprem a etapa de validação de documentos. O ponto crucial para o acesso ao recurso é a regularidade do Cadastro Ambiental Rural (CAR). De acordo com Patrícia Palermo, responsável pelos atendimentos no mutirão, as propriedades cadastradas já apresentam níveis de conservação compatíveis com os critérios do edital. “As inscrições demonstram um bom nível de preservação ambiental. No entanto, é fundamental que os produtores avancem na regularização das documentações, especialmente do Cadastro Ambiental Rural, que é um dos requisitos para participação”, explicou.

O Pagamento por Serviços Ambientais integra as metas do Pacto PCI em Barra do Garças, especialmente no eixo de conservação. A proposta busca remunerar produtores que preservam o meio ambiente, promovendo justiça climática aliada à inclusão produtiva.

Para Crithiane Vasconcelos, presidente do Comitê de Bacias Hidrográficas do Alto Araguaia e coordenadora do eixo conservar, a participação no projeto representa um avanço concreto. “Estamos iniciando uma etapa importante, que reconhece e valoriza quem já conserva. É um estímulo para fortalecer práticas sustentáveis e alinhar preservação ambiental com desenvolvimento”, afirmou.

O Floresta+ Amazônia é uma iniciativa piloto desenvolvida em parceria com o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) e financiada pelo Fundo Verde para o Clima (GCF). O projeto utiliza recursos provenientes de resultados obtidos pelo Brasil na redução de emissões de gases de efeito estufa, no âmbito do mecanismo REDD+.

Os interessados em participar do projeto Floresta+ Amazônia devem procurar a equipe técnica para atendimento presencial na Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico, de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h, até o final do mês de maio. A orientação é que os produtores levem documentos pessoais e informações da propriedade rural, especialmente o Cadastro Ambiental Rural (CAR), para agilizar o atendimento.

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