‘Chefe do estelionato’: jovem é preso em MT suspeito de aplicar golpes de mais de R$ 100 mil em GO
Fraudes em negociações comerciais deixaram prejuízo estimado de R$ 100 mil a vítimas em Catalão (GO), envolvendo esquema liderado por suspeito preso em Rondonópolis.
Do g1 MT
Um homem de 21 anos suspeito de chefiar um esquema de estelionato foi preso em Rondonópolis (MT), durante a Operação “Falso Intermediário”, cumprida nesta quarta-feira (7) pela Polícia Civil.
A operação cumpriu 10 mandados judiciais, sendo nove de busca e apreensão e um de prisão, e teve como alvo fraudes em negociações comerciais que teriam causado prejuízo estimado de R$ 100 mil a vítimas em Catalão (GO).
Durante a ação, foram apreendidos aparelhos celulares que agora devem passar por perícia técnica para auxiliar na investigação e identificar outros envolvidos no esquema. Até a última atualização desta reportagem, quatro alvos da operação estavam foragidos.
O investigado preso foi encaminhado ao sistema prisional, onde permanece à disposição da Justiça. Agora, ele passa a ser investigado pelos crimes de estelionato e fraude.
Golpes online
Há oito meses, 18 pessoas foram presas por suspeita de aplicarem mais de R$ 55 milhões em golpes online, nos estados de Mato Grosso e Goiás. De acordo com a Polícia Civil, o grupo era investigado por estelionato eletrônico, associação criminosa e lavagem de dinheiro.
Além das prisões, a Justiça determinou o bloqueio de bens dos investigados e a quebra de sigilos bancários. Os alvos foram identificados após investigação que apontou a atuação do grupo em golpes virtuais aplicados em várias regiões do país.
O esquema
Segundo a Polícia Civil de Goiás, a investigação começou após uma vítima transferir R$ 190 mil pela compra de um imóvel anunciado em uma plataforma online. O dinheiro foi enviado a uma conta indicada por um falso intermediário, que simulava negociar entre comprador e vendedor. O valor foi dividido e transferido para outras contas, dificultando o rastreamento.
O esquema fraudulento envolvia o uso de diversas contas bancárias, cadastros falsos e aparelhos eletrônicos para encobrir as operações, conforme o boletim de ocorrência.










