Autor do mais longo assalto a banco do país é morto a tiros em MT
Gélio Nelsi da Silva foi condenado a 100 anos de prisão e estava em liberdade condicional.

Bárbara Sá | RDNews
Autor do mais longo assalto registrado no Brasil, Gélio Nelsi da Silva, de 58 anos, foi executado com dois tiros em Campo Verde (MT). Condenado a quase 100 anos de prisão, ele estava em liberdade condicional após passar 12 anos em regime fechado. Gélio foi alvo de uma emboscada na noite de terça-feira (28.02), na porta da casa dele.
De acordo com informações do boletim de ocorrência, a Polícia Militar foi acionada e chegou à casa de Gélio por volta das 21h, mas ele já havia sido socorrido pela equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e levado até o Hospital Municipal. Logo em seguida, a Polícia recebeu a notícia de que ele não havia resistido aos tiros. A Polícia Civil fez a liberação do corpo do hospital para o Instituto de Medicina Legal (IML), para passar pelo exame de necropsia.
À PM, a esposa da vítima contou que o marido havia saído para pegar uma pizza e que, logo depois, ela ouviu dois barulhos semelhantes a tiros, seguido por gritos de socorro de Gélio. Quando ela saiu na porta, encontrou o marido se contorcendo no chão, perdendo muito sangue, e ela acionou o Samu.
O entregador da pizza contou que havia deixado a encomenda com o cliente e que já havia subido na moto para ir embora quando ouviu os tiros e viu Gélio cair no chão. O entregador contou que não viu quem atirou, tampouco de onde os tiros partiram. O crime vai ser investigado pela Polícia Civil.
Assalto
O famoso assalto cometido por Gélio aconteceu no Banco do Brasil, na cidade de Goioerê, no interior do Paraná, em 1988. Na época, a quadrilha fez 23 reféns, entre eles, um repórter da emissora de TV local, um padre e uma freira (que a Polícia descobriu, posteriormente, que era falsa). Os reféns permaneceram sob a ameaça dos bandidos por uma semana, até que o grupo se rendesse.
A “freira” foi colocada para intermediar a negociação entre a Polícia e os criminosos. Eles queriam um veículo para a fuga e levariam parte do dinheiro recolhido. Após 145 horas do início do roubo, os reféns foram liberados e os criminosos fugiram em um carro fornecido pela Polícia. Gélio foi preso, várias vezes, por diversos crimes e sua estadia mais longa foi na Penitenciária Central do Estado (PCE), para onde foi transferido após passar pelo Presídio Federal de Campo Grande (MS), em 2000. Na PCE, Gélio ficou 12 anos preso.