Turistas resgatados, família refém, suspeitos mortos: a cronologia da operação para prender grupo que teria atacado MT e fugido para o Tocantins
Força-tarefa montada por policiais do Tocantins, Mato Grosso, Goiás e Pará fazem buscas por suspeitos que estão na região da Ilha do Bananal. Dois foram mortos durante troca de tiros e um foi preso.

Do g1 Tocantins
Policiais de quatro estados fazem uma operação há quatro dias para tentar capturar os criminosos que atacaram a cidade de Confresa, no Mato Grosso, durante uma tentativa de assalto a uma empresa de valores e seguiram em fuga para o Tocantins.
Na fuga, o grupo seguiu de barco de Mato Grosso ao Tocantins, naufragou embarcações, fez uma família refém e entrou em sete confrontos com a PM. Segundo a polícia, dois dos criminosos foram mortos e um terceiro foi preso.
As buscas ainda seguem nesta quinta-feira (13) no Tocantins com a ajuda de policiais de outros três estados.
Cronologia da perseguição

Domingo (9) – O ataque a Confresa
Um grupo de criminosos armados com fuzis invadiu o quartel da Polícia Militar em Confresa, rendeu policiais dentro da base militar e ateou fogo no prédio.
Durante a invasão, eles explodiram um carro. Telhados de residência, além de uma igreja, ficaram destruídos por causa dos explosivos.
Os criminosos seguiram para a sede da Brinks, empresa de transporte de valores. Lá, eles também explodiram as paredes do prédio. Segundo a empresa, nada foi levado.
O bando espalhou alguns explosivos pela cidade, mas foram desativados. Alguns veículos usados durante a invasão também foram encontrados abandonados em áreas indígenas.
Durante a ação, uma pessoa foi baleada, mas está fora de perigo.
Policiais de MT começaram as buscas pelos criminosos e o governador, Mauro Mendes (União), pediu apoio da PM de outros estados para ajudar na operação de busca pela quadrilha.

Força-tarefa faz cerco aos criminosos na zona rural do Tocantins

Segunda-feira (10) – Fuga para o Tocantis, confronto, família refém e suspeito morto
O grupo entrou no Tocantins pelo rio. Segundo a polícia, havia embarcações já preparadas para a fuga. Eles percorreram o rio Araguaia e o rio Javaés, até chegarem ao município de Pium, região da Ilha do Bananal.
O grupo desembarcou perto do Centro de Pesquisa Canguçu, da Universidade Federal do Tocantins (UFT) e afundou embarcações para não deixar rastros.
Na tarde de segunda, policiais da Patrulha Rural, que faziam ronda pelo município de Pium, se depararam com o grupo criminoso e trocaram tiros. Esse foi o primeiro confronto. Os suspeitos estavam fortemente armados e se dividiram em dois grupos. Os policiais tiveram que recuar após a munição acabar.
Um dos grupos foi até a fazenda Agrojan e fez uma família refém. Além disso, roubou veículos da propriedade rural. Ao perceberem a chegada da polícia, eles liberaram a família e fugiram.
Reforços do Tocantins foram enviados para ajudar nas buscas. A polícia fez um cerco e houve mais um confronto.
Turistas estrangeiros e funcionários que estavam na região do Projeto Canguçu precisaram ser retirados com apoio da polícia naquela tarde, por causa dos confrontos.
Durante a noite, as equipes policiais tiveram o terceiro confronto com os criminosos, por volta das 19h. Um dos suspeitos foi atingido e morreu no local. Ele foi identificado como Rafael Ferreira Pinto, de 34 anos.

Terça-feira (11) – Suspeito preso, apreensão de armamento e milhares de munições
Policiais do Mato Grosso, Goiás e Pará foram enviados para a região com o objetivo de reforçarem as buscas. Uma base foi montada pela força-tarefa na sede da fazenda Agrojan. O trabalho tem o apoio de aeronaves e embarcações.
Durante as buscas, os policiais conseguiram prender Paulo Sérgio Alberto de Lima, de 48 anos.
A polícia apreendeu metralhadoras capazes de abater um helicóptero; um fuzil 762; milhares de munições; capacetes e coletes balísticos, além de um motor de popa e gasolina.

Quarta-feira (12) – Novos confrontos e segundo suspeito morto
No terceiro dia de perseguição aos criminosos, a PM do Tocantins recebeu reforços de Minas Gerais. Com isso, quatro estados estão envolvidos nas buscas.
Um segundo integrante do grupo criminoso morreu após confronto com a polícia, na zona rural de Marianópolis do Tocantins próximo do povoado Cocalim. Essa região está dentro do perímetro estabelecido pela polícia. O suspeito foi identificado como Raul Yuri de Jesus Rodrigues, de 28 anos.
Equipes seguem no local na tentativa de prender os outros supeitos.